O 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), iniciado na noite de sexta-feira (24), em Brasília, destacou um ato que chamou atenção: um grande banner no palco principal trazia a imagem do ex-ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, acompanhada da frase “Los queremos de vuelta” (os queremos de volta). A manifestação, organizada pela secretaria de relações internacionais do PT, foi apresentada como parte de um “ato de solidariedade internacional pela paz”, mas evidenciou apoio explícito ao retorno do casal ao comando da ditadura venezuelana, mesmo diante das acusações que enfrentam nos Estados Unidos.
Neste sábado (25), o congresso seguiu com debates internos sobre o plano de governo para um eventual quarto mandato de Lula. O petista não esteve presente, mas enviou mensagem em vídeo pedindo que as propostas sejam “factíveis” e que a militância concentre esforços em apresentar resultados concretos. Lula afirmou que “quem está no governo tem como grande arma para ganhar as eleições mostrar o que fez”, reforçando a necessidade de promessas que possam ser cumpridas.
Paralelamente, nos Estados Unidos, a Justiça autorizou que o governo venezuelano pague os honorários da defesa de Maduro, preso em Nova York desde janeiro sob acusações de tráfico de drogas. O Departamento do Tesouro estabeleceu condições para que os advogados recebam os valores, após restrições anteriores que impediam o Estado venezuelano de arcar com os custos devido às sanções internacionais. A decisão foi comunicada pelo procurador Jay Clayton ao juiz Alvin Hellerstein em documento oficial.








