O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou o que já se comentava dentro e fora do meio político: a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão aponta conduta “deliberada e consciente” do ex-presidente para obstruir investigações, coagir autoridades e desrespeitar a Justiça – isso tudo no processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado. A Polícia Federal também recolheu um aparelho de celular nesta segunda-feira (4).
Entre as novas restrições estão o veto total a visitas, exceto advogados constituídos, proibição de celulares, gravações e qualquer forma de comunicação com embaixadores ou demais investigados. Lembrando que, desde o mês passado, o político já estava impedido de sair de casa aos fins de semana, de conversar com o filho Eduardo (deputado federal licenciado), que atualmente está nos Estados Unidos, além do uso de tornozeleira eletrônica. Moraes reiterou que qualquer nova violação resultará no decreto imediato da prisão preventiva, conforme prevê o Código de Processo Penal.
Os advogados de Bolsonaro afirmaram que foram surpreendidos com a ordem de prisão domiciliar e que o ex-presidente seguiu rigorosamente a decisão anterior do STF.
“Cabe lembrar que na última decisão constou expressamente que em momento algum Jair Messias Bolsonaro foi proibido de conceder entrevistas ou proferir discursos em eventos públicos. Ele seguiu rigorosamente essa determinação”, afirmou a defesa do réu.











