Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, declarou nesta quinta-feira (9) que poderá autorizar ataques “maiores e mais fortes” caso o Irã descumpra o cessar-fogo firmado recentemente. A trégua de duas semanas está em risco após Teerã afirmar que retomaria ofensivas em resposta a bombardeios israelenses sobre o Líbano. O republicano destacou que navios, aeronaves e tropas norte-americanas permanecerão posicionados em torno do território iraniano até que o acordo seja cumprido integralmente, com o objetivo de impedir o avanço nuclear e garantir a segurança do Estreito de Ormuz.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou como “pouco razoáveis” as conversas com Washington e acusou os Estados Unidos de violar três pontos do acordo: ataques contínuos no Líbano, a entrada de um drone em espaço aéreo iraniano e a negativa ao direito de enriquecimento de urânio. O Paquistão, que atua como mediador, pediu moderação às partes, mas a tensão aumenta diante da possibilidade de novos confrontos. Trump afirmou ainda que as Forças Armadas norte-americanas estão “se reabastecendo e descansando” para futuras operações.
Além das ameaças ao Irã, Trump voltou a criticar a Otan e levantou a possibilidade de abandonar a aliança militar. Em publicação feita na quarta-feira (8) na rede Truth Social, disse que a organização “não estava lá” quando os EUA precisaram e “não estará lá” em futuras necessidades. No fim de março, já havia chamado os aliados de “covardes” e afirmou que, sem os Estados Unidos, a Otan seria “um tigre de papel”.

