Estudo aponta que mais da metade da população rejeita a atuação da Suprema Corte, enquanto 36,3% avaliam o desempenho de forma positiva. Dados refletem o desgaste institucional em meio a decisões polêmicas e forte exposição dos ministros.
A percepção dos brasileiros sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) segue marcada pelo ceticismo da maioria da população. De acordo com pesquisa recente realizada pelo instituto Futura Inteligência, 52,1% dos entrevistados desaprovam o trabalho desempenhado pelos ministros da Corte Suprema do país.
Em contrapartida, o levantamento indica que 36,3% dos eleitores aprovam a condução das atividades do STF, enquanto o percentual de entrevistados que não soube ou não quis responder somou 11,6%.
A aferição da opinião pública sobre a cúpula do Poder Judiciário ocorre em um ambiente de contínua polarização e debate sobre os limites das competências constitucionais. Nos últimos anos, decisões monocráticas, inquéritos de longa duração e a atuação ostensiva em temas políticos e de redes sociais colocaram os magistrados no centro do debate eleitoral e parlamentar.
Desgaste de imagem e polarização
Analistas políticos apontam que a alta taxa de desaprovação do STF é reflexo direto da hipertrofia do Judiciário nos debates cotidianos da nação. A exposição frequente dos ministros em discussões sobre liberdade de expressão, atritos com o Congresso Nacional e medidas cautelares contra agentes políticos tem alimentado a divisão de opiniões.
O índice de rejeição também dialoga com as propostas de reforma institucional que tramitam no Legislativo, como a limitação de decisões individuais e a fixação de mandatos para os integrantes do Supremo, pautas que ganham tração à medida que o eleitor demonstra insatisfação com o atual formato de atuação da Corte.
O Instituto entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 3 e 7 de agosto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos e o nível de confiança de 95%.

