Regime da China pede participar de reuniões sobre tarifas entre Brasil e EUA

Redação 011
2 Min
Regime da China pede participar de reuniões sobre tarifas entre Brasil e EUA
foto: Ricardo Stuckert/ PR

O governo comunista da China solicitou participação nas consultas abertas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) entre Brasil e Estados Unidos, após Washington aceitar o pedido brasileiro contra tarifas impostas a produtos nacionais. A iniciativa chinesa, formalizada em 6 de agosto, busca incluir Pequim nas tratativas que ainda não têm data marcada para começar. O movimento ocorre em meio à aproximação da China com Lula, reforçando a presença de aliados do petista em disputas internacionais.

O Brasil havia acionado a OMC em 27 de julho, contestando duas tarifas aplicadas pelos EUA com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana: uma de 25% contra práticas brasileiras e outra de 12,5% relacionada a trabalho forçado, que atinge diversos países. A fase de consultas, obrigatória antes de qualquer painel de especialistas, pode durar até 60 dias. Caso não haja acordo, o Governo Federal poderá solicitar a formação de um painel para julgamento do caso.

No pedido, Pequim alegou ter “interesse comercial substancial” e afirmou que a tarifa de 12,5% prejudica suas exportações ao mercado americano, alterando condições de concorrência. A China enviou cópia da solicitação ao Brasil e ao Órgão de Solução de Controvérsias da OMC. Com a adesão chinesa, o processo ganha um segundo país afetado pelas medidas de pressão adotadas pelo governo Trump, o que amplia o alcance da disputa e coloca o governo Lula diante de negociações mais complexas no cenário internacional.

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