Setor privado pressiona Alckmin a ‘fazer algo’ antes que tarifa americana entre em vigor

Redação 011
2 Min
Alckmin é favorável à entrada do Centrão no Governo
foto: Cadu Gomes/ VPR

Com a proximidade da entrada em vigor do tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil, empresários brasileiros intensificaram os apelos para que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ‘faça alguma coisa’ para evitá-lo. Com Lula (PT) em viagem ao exterior, Alckmin, no exercício da Presidência, tem liderado reuniões com setores afetados, mas até agora não demonstrou disposição de enviar uma missão oficial a Washington ou adotar ações efetivas junto à Casa Branca, que coloca como condição para negociar a retomada do Estado de Direito no Brasil, afetado pelos casos de censura e perseguição política contra a oposição. A avaliação entre lideranças do setor privado é que as conversas internas já foram suficientes e é hora de agir antes que a medida passe a valer.

As críticas ganham força diante da percepção de que a imagem do Brasil nos Estados Unidos tem sido negativamente influenciada por questões políticas internas. Segundo empresários, o Departamento de Estado norte-americano estaria sendo impactado por uma leitura enviesada do cenário brasileiro, associada a denúncias contra Jair Bolsonaro (PL). Ainda assim, representantes do setor acreditam que é possível avançar em agendas econômicas comuns e defendem o distanciamento de disputas ideológicas para priorizar o comércio bilateral.

Durante reunião com representantes de grandes empresas de tecnologia como Apple, Google, Meta e Visa, Alckmin afirmou que as negociações estão sendo conduzidas “de forma reservada” e por meio de canais institucionais. No entanto, não houve qualquer menção à suspensão das tarifas ou à abertura de diálogo direto com o governo Trump. As big techs expressaram interesse em manter investimentos no Brasil, mas também apresentaram demandas específicas, enquanto evitou-se tratar diretamente da taxação das plataformas digitais.

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