O PT iniciou tratativas para atrair setores do PSDB e ampliar a base de apoio à candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Após ter levado Geraldo Alckmin (PSB) para a vice de Lula, o partido agora tenta abrir diálogo com o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, pré-candidato tucano ao governo paulista. A estratégia busca construir uma frente ampla, mesmo diante da histórica rivalidade entre petistas e tucanos no estado.
Segundo dirigentes do PSDB, lideranças do PT na Câmara e no Senado sondaram a possibilidade de aproximação, mas reconhecem que a costura é complexa. O partido chegou a avaliar a filiação da ex-ministra Simone Tebet, que acabou migrando para o PSB e se lançou ao Senado por São Paulo. Para tucanos, a aliança com o PT é vista como improvável, embora petistas argumentem que o PSDB perdeu espaço na gestão estadual e poderia se beneficiar de uma composição inédita.
Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e aliado de Haddad, confirmou o movimento e disse que vê com bons olhos a iniciativa. O grupo foi responsável por articular a candidatura de Tebet ao Senado. Apesar disso, um tucano ouvido reservadamente pelo Estadão afirmou que não faz sentido apoiar o PT, mas admitiu que os petistas podem estimular o PSDB a lançar candidato próprio, ampliando o número de concorrentes e favorecendo a chance de segundo turno.

