PT entra em desespero na CPMI e pede anulação da quebra de sigilo de Lulinha

Redação 011
2 Min
PT entra em desespero na CPMI e pede anulação da quebra de sigilo de Lulinha
foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em meio às investigações da CPMI do INSS, o PT entrou em desespero nesta quinta-feira (26) e anunciou que pedirá ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), a anulação da votação que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A movimentação do partido levanta dúvidas sobre o motivo da resistência em permitir acesso às informações financeiras do filho mais velho de Lula, já que a decisão da comissão abre caminho para aprofundar apurações sobre possíveis vínculos com esquemas fraudulentos ou tirar dúvidas caso o filho do líder petista seja inocente.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que também protocolará uma representação no Conselho de Ética do Senado contra Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, acusando-o de manipular a contagem de votos. Segundo Pimenta, a condução da votação teria sido fraudulenta, o que resultou na aprovação dos requerimentos. O parlamentar declarou que o partido não aceitará o que chamou de “golpe na democracia” e exigirá responsabilização regimental. Alcolumbre, por sua vez, não se pronunciou sobre a confusão, apenas encaminhando o recurso para leitura formal.

As investigações da CPMI indicam que Lulinha manteve proximidade e até sociedade empresarial com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso desde setembro de 2025. Depoimentos coletados pela Polícia Federal apontam que o filho de Lula teria recebido valores expressivos, incluindo cerca de R$ 300 mil mensais e uma cifra aproximada de 25 milhões, sem especificação da moeda. Há ainda relatos de viagens conjuntas a Portugal entre Lulinha e o Careca, reforçando suspeitas de envolvimento em esquemas ligados às fraudes na Previdência.

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