O recém-eleito prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou um plano que prevê o uso de US$65 milhões (R$349,8 milhões) em recursos públicos para financiar procedimentos de mudança de sexo, inclusive em adolescentes. O socialista muçulmano, que venceu a disputa nesta terça-feira (4), pretende aplicar os valores em bloqueadores de puberdade, terapias hormonais e cirurgias de redesignação sexual. A medida, voltada também a menores de idade, integra o pacote de políticas LGBTQIA+ que Mamdani colocou como prioridade em sua gestão.
Segundo o detalhamento orçamentário, US$57 milhões serão destinados a hospitais e clínicas públicas, enquanto US$8 milhões irão para serviços de telemedicina e moradia pós-tratamento. O plano também prevê investigações contra instituições médicas que se recusarem a realizar os procedimentos em jovens, sob acusação de discriminação. A proposta tem gerado críticas por ampliar o escopo da saúde pública com foco em políticas de gênero, especialmente ao envolver adolescentes em processos irreversíveis financiados pelo Estado.
Além do subsídio direto aos procedimentos, Mamdani quer transformar Nova York em uma “cidade-santuário LGBTQIA+”, blindando dados médicos e impedindo cooperação com outras jurisdições que busquem responsabilizar profissionais envolvidos nesses tratamentos. O prefeito também propõe a criação de um Escritório de Assuntos LGBTQIA+, com orçamento de US$87 milhões para ações em moradia, saúde mental, educação e apoio jurídico.










