Polícia do DF inocenta Bolsonaro em caso de arma apreendida em blitz

Redação 011
2 Min
Polícia do DF inocenta Bolsonaro em caso de arma apreendida em blitz
foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu o inquérito sobre a pistola apreendida em uma blitz da Lei Seca e isentou o ex-presidente Jair Bolsonaro de qualquer prática criminosa. No relatório final encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado Thiago Boeing da Silva afirmou de forma contundente não vislumbrar “materialidade e conduta dolosa de eventual crime de ilegal de arma de fogo de uso restrito” por parte do ex-presidente. A conclusão esvazia a pressão de setores governistas que pediam a cassação da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro sob a alegação de cometimento de “falta grave”.

O episódio teve início em 15 de junho, quando um sargento do Exército, integrante da equipe de segurança institucional de Bolsonaro, foi parado em uma fiscalização em Taguatinga portando a pistola calibre 9mm sem as guias de transporte adequadas. A investigação da PCDF comprovou a versão da defesa: o armamento possui Certificado de Registro (CRAF) válido expedido pelo Exército e estava guardado na residência antes mesmo da condenação penal.

O relatório trouxe ainda um bastidor crucial: durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão anteriores na casa do ex-presidente, a equipe da Polícia Federal inspecionou o armamento e, após pedido de Bolsonaro para salvaguarda de sua residência — onde vive com três mulheres —, a autoridade policial permitiu que o item permanecesse no imóvel. O sargento que transportava a arma para manutenção mecânica (após o percussor ter sido retirado pela equipe de segurança devido ao uso de medicamentos cognitivos por Bolsonaro) acabou indiciado por porte ilegal de arma durante o trajeto. O documento agora está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal, que avaliará o pedido de prorrogação da prisão domiciliar humanitária.

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