A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (2), Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL) para Assuntos Internacionais, após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A medida foi tomada em Ponta Grossa (PR), onde Martins foi levado à Cadeia Pública Hildebrando de Souza. Condenado a 21 anos de prisão por participação na suposta trama golpista de 2022, ele estava em prisão domiciliar desde o último sábado (27), mas foi acusado de descumprir restrições impostas pela Justiça.
O caso teve início quando Moraes exigiu explicações da defesa sobre o uso da rede social LinkedIn. Os advogados alegaram que os perfis estavam sob gestão exclusiva deles, mas o ministro considerou que houve violação das medidas cautelares. Em sua decisão, Moraes afirmou que “o acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas”, justificando a prisão preventiva diante da suposta utilização das redes sociais.
Martins, que cumpria pena em regime domiciliar com tornozeleira eletrônica, foi transferido para o presídio de Ponta Grossa. Moraes destacou ainda que “não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta”, reforçando que o uso das plataformas digitais contrariou o ordenamento jurídico.












