Jair Bolsonaro (PL) voltou ao centro cirúrgico nesta terça-feira (30), no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar novos episódios de soluços que não cessaram mesmo depois de dois procedimentos anteriores. A informação foi confirmada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em publicação nas redes sociais. Segundo ela, os médicos decidiram reforçar o bloqueio do nervo frênico, responsável pela contração involuntária do diafragma, em uma cirurgia que durou cerca de três horas. O boletim médico divulgado na tarde de hoje detalhou que o ex-presidente segue em acompanhamento intensivo.
O líder da direita está internado desde a véspera de Natal, quando passou por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Desde então, já foram quatro intervenções médicas, todas relacionadas ao quadro de soluços persistentes. A equipe médica informou que Bolsonaro será submetido a uma endoscopia digestiva alta nesta quarta-feira (31), para avaliação do refluxo gastroesofágico. Além disso, o boletim aponta que ele permanece em fisioterapia respiratória, utiliza CPAP noturno e recebe medidas preventivas contra trombose, o que indica que a alta hospitalar só deve ocorrer após a virada do ano.
Os problemas de saúde de Bolsonaro remontam ao atentado sofrido em 2018 por um militante de esquerda, quando foi alvo de uma facada durante a campanha eleitoral. Desde então, o ex-presidente enfrenta complicações intestinais recorrentes, agravadas nos últimos anos. Condenado e preso sob a narrativa de tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro obteve autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para realizar os procedimentos médicos. Familiares têm acesso restrito ao quarto, sem possibilidade de uso de celulares, enquanto o líder dos conservadores segue em tratamento intensivo.












