O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou há mais de dois meses que gostaria de contar com Tarcísio de Freitas (Republicanos) “de corpo e alma” na disputa presidencial, mas o governador paulista tem mantido distância das movimentações do senador. Um ato em São Paulo, que seria o ponto de partida da campanha, foi adiado sem previsão de nova data, e desde então os dois não dividiram agendas públicas relevantes no estado. A ausência de Tarcísio abre espaço para outras figuras se aproximarem do projeto político de Flávio.
Nesse cenário, quem tem ocupado espaço ao lado do senador é Pablo Marçal, empresário que concorreu à prefeitura de São Paulo em 2024 pelo PRTB e terminou em terceiro lugar. A aproximação ocorreu por meio de Filipe Sabará, ex-secretário municipal, e já resultou em encontros para discutir estratégias digitais. Marçal, atualmente filiado ao União Brasil, está inelegível até 2032 por irregularidades em gastos de campanha, mas tem buscado se engajar como apoiador. A relação com Flávio contrasta com o histórico de atritos com Tarcísio, que apoiou Ricardo Nunes (MDB) na eleição municipal.
Enquanto isso, outros nomes da direita intensificam presença em São Paulo. Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) têm realizado eventos na capital paulista, pressionando Flávio a consolidar palanques. Tarcísio, por sua vez, sinalizou que só deve se engajar mais diretamente “no momento certo”, próximo ao período eleitoral. A expectativa é que a Agrishow, feira agrícola em Ribeirão Preto entre 27 de abril e 1º de maio, seja um dos primeiros eventos a reunir os principais pré-candidatos do campo opositor no estado.

