Lula embarca no domingo (9) para Santa Marta, na Colômbia, onde participará da 4ª Cúpula Celac-UE. O petista declarou que pretende usar o encontro para questionar a presença de navios militares dos Estados Unidos no Caribe, operação voltada ao combate ao narcotráfico na região. A crítica à atuação norte-americana ocorre em meio ao avanço de ações coordenadas contra o tráfico internacional, especialmente nas rotas marítimas entre Venezuela e Colômbia.
O líder da esquerda afirmou que a reunião só teria sentido se abordasse o tema dos navios de guerra e defendeu que a América Latina seja tratada como “zona de paz”. Lula também mencionou ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o assunto, alegando que o problema venezuelano deveria ser resolvido por meio de diálogo, em uma tentativa de evitar qualquer ação militar que coloque em risco a pemanencia da ditadura chavista. A posição do petista contrasta com medidas de pressão adotadas pelo governo Trump para provocar uma mudança política na Venezuela, governada hoje pelo ditador Nicolás Maduro.
A viagem à Colômbia alterou os planos do chefe do Executivo, que pretendia visitar Fernando de Noronha (PE) para lançar um projeto de energia solar. Lula participará apenas do primeiro dia da cúpula e retorna à Belém na segunda-feira (10), onde abrirá oficialmente a COP30. Antes disso, o petista será anfitrião da Cúpula de Líderes, evento preparatório que reúne chefes de Estado e representantes de 143 delegações. A COP30 será realizada pela primeira vez na Amazônia, com foco em financiamento climático e preservação florestal.












