Novas evidências apontam que a crise do Banco Master teve ligação direta com operações imobiliárias de alto padrão na Bahia. Em outubro de 2025, Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, transferiu para a OR, empresa do grupo Novonor (antiga Odebrecht), a construção e a comercialização de dois empreendimentos de luxo em Salvador. A movimentação ocorreu justamente quando o Master caminhava para a liquidação, após o Banco Central barrar a venda da instituição ao BRB meses antes.
O empresário, conhecido como “Guga” no setor, buscava reorganizar seu patrimônio em meio às dificuldades financeiras. Nesse contexto, a OR assumiu o Amarama Barra, projeto localizado em uma das áreas mais valorizadas da capital baiana, e o One, também na Barra. Ambos foram incorporados por empresas ligadas à holding Terra Firme Realty S.A., controlada por Lima. Os empreendimentos oferecem unidades com piscina privativa, hidromassagem e vista para o mar, com valores que variam de R$ 374 mil a mais de R$ 1,3 milhão.
Lima, que chegou a ser preso na Operação Compliance Zero e segue monitorado por tornozeleira eletrônica, também esteve à frente do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central em fevereiro. O caso Master segue em análise no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça, que acompanha a nova proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro.









