Líbano exige que Irã pare de usar país em negociações com os Estados Unidos

Redação 011
2 Min
Líbano exige que Irã pare de usar país em negociações com os Estados Unidos
imagem gerada por I.A.

O Líbano intensificou críticas ao Irã nesta sexta-feira (5), após declarações do presidente Joseph Aoun em entrevista à CNN. Ele acusou Teerã de explorar o território libanês como instrumento de barganha em negociações com os Estados Unidos e Israel. Aoun exigiu que o regime iraniano cesse a interferência nos assuntos internos do país, afirmando que o povo libanês está “farto” da guerra entre Israel e o Hezbollah. O líder libanês destacou que os interesses de sua nação não coincidem com os do Irã e afirmou: “Este não é o seu país; é o nosso país.”

As críticas surgem em meio a um cessar-fogo frágil firmado na quarta-feira (3) entre Israel e o Líbano, condicionado à retirada completa dos combatentes do Hezbollah do sul do país. O grupo, apoiado pelo Irã, rejeitou o acordo alegando que não garante a saída das forças israelenses da região. O primeiro-ministro Nawaf Salam reforçou o apelo ao regime iraniano, pedindo que pare de tratar o Líbano como “moeda de troca” em negociações com Washington. Segundo ele, o sul libanês tem sido alvo de ataques recentes e não pode continuar sendo usado para atender aos interesses externos de Teerã.

Aoun também rebateu uma declaração da Guarda Revolucionária Islâmica, que havia exigido a retirada de Israel como parte de um acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã. Para o presidente libanês, essa postura comprova que o país está sendo instrumentalizado em disputas que não lhe pertencem. Salam acrescentou que o povo libanês sofre com a devastação no sul e apelou por “misericórdia” ao Irã.

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