Durante evento no Ceará nesta quarta-feira (19), Lula da Silva (PT) declarou que não permitirá que criminosos, tratados como ‘coitados’ pela esquerda, “tomem conta do país”, citando especificamente os roubos de celulares. A fala ocorreu na inauguração do Hospital Universitário do estado, onde o petista também justificou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. “O Estado é mais forte que os bandidos. Lugar de bandido não é na rua assaltando, assustando e matando pessoas”, afirmou.
O discurso ocorre em meio a críticas sobre a atuação do governo na área da segurança e contrasta com declarações passadas do próprio mandatário. Em 2019, após deixar a prisão por seu envolvimento em diversos casos de corrupção, Lula afirmou que não poderia ver jovens de 14 e 15 anos sendo assassinados pela polícia por roubos a celulares, declaração que voltou a circular nas redes sociais. Para opositores, o novo posicionamento demonstra uma mudança de tom diante da crescente preocupação da população com a violência urbana, e seria uma estratégia para tentar recuperar a popularidade perdida ao longo dos últimos meses.
A segurança pública também foi tema de uma fala do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que criticou a atuação das polícias. Ele afirmou que as forças de segurança realizam prisões equivocadas, o que obriga o Judiciário a liberar os detidos. “A polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar”, declarou em um evento sobre a PEC da Segurança Pública. A declaração gerou repercussão, uma vez que a sensação de impunidade é uma das principais queixas da sociedade e poderia estar sendo usada como bandeira eleitoral diante a rejeição crescente ao governo petista.