Lula afirmou nesta quarta-feira (1º) que será necessário “colocar alguém na cadeia” para enfrentar o aumento nos preços dos combustíveis, especialmente o diesel. O petista disse que a Polícia Federal e os Procons estaduais estão mobilizados para fiscalizar o setor, acusando empresários de se aproveitarem da crise internacional para lucrar. A declaração ocorre em meio ao impacto da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do diesel em mais de R$ 1 por litro em alguns postos do país.
O líder da esquerda voltou a direcionar críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), responsabilizando-o pela venda da BR Distribuidora à iniciativa privada. Segundo Lula, a medida teria dificultado o controle dos preços, já que a Petrobras reduz valores nas refinarias, mas o desconto não chega ao consumidor final. O Governo Federal argumenta que a privatização realizada na gestão anterior limitou a capacidade de intervenção estatal no mercado de combustíveis.
Para tentar conter os efeitos da alta, o governo Lula anunciou duas medidas: intensificação da fiscalização e a criação de uma política de subvenção a importadores de diesel. De acordo com levantamento, pelo menos 20 estados já manifestaram adesão à proposta, entre eles Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Minas Gerais. Outros, como o Rio de Janeiro, aguardam a publicação da medida provisória para decidir se vão participar da iniciativa.









