A tentativa de setores do establishment de inflar uma nova “terceira via” de esquerda gourmet para fragmentar o eleitorado conservador começou com o pé esquerdo. O ex-ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, lançado recentemente como pré-candidato à Presidência da República pelo partido Democracia Cristã (DC), apareceu pela primeira vez em um levantamento eleitoral. Os dados da pesquisa BTG/Nexus, divulgados nesta segunda-feira (25), mostram o relator do Mensalão patinando com pífios 2% das intenções de voto no cenário principal — um verdadeiro balde de água fria para os entusiastas de sua postulação.
O surgimento do nome de Barbosa foi impulsionado por um vídeo apócrifo produzido com Inteligência Artificial (IA) que circulou nas redes sociais no último fim de semana. Na peça, a imagem simulada do ex-ministro ataca simultaneamente o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Embora o ex-magistrado tenha vindo a público alegar que “não sabia” do material, analistas de bastidores apontam que o movimento foi um clássico teste de recepção popular — o famoso “balão de ensaio” — para medir o termômetro do eleitorado, técnica que falhou miseravelmente diante do completo desinteresse do público.
Para além do fracasso da nova candidatura, a pesquisa BTG/Nexus trouxe uma boa notícia para o campo conservador. O levantamento confirmou que, a despeito do bombardeio incessante da imprensa tradicional sobre as mensagens vazadas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o filme Dark Horse, a liderança de Flávio Bolsonaro como o principal nome da direita para 2026 permanece à frente de outros candidatos conservadores.
A pesquisa foi feita por telefone com 2.045 eleitores com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos entre os dias 22 e 24 de maio. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.










