Durante um evento voltado a estudantes em São Bernardo do Campo, Lula fez declarações sobre a relação do Brasil com líderes estrangeiros, afirmando que “nunca mais um presidente de outro país deve falar grosso com o Brasil”. A fala foi interpretada como uma referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros como medida de pressão comercial e política. O petista também defendeu a criação de uma doutrina educacional latino-americana, com professores e alunos da região, sugerindo que o continente deve buscar independência intelectual.
A declaração ocorre após encontros entre Lula e Trump nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU, em setembro, e uma conversa telefônica entre os dois. Em resposta à política comercial norte-americana, o chanceler Mauro Vieira reuniu-se com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para tratar de temas diplomáticos e econômicos. Segundo Vieira, o diálogo foi “claro e objetivo”, com intenção mútua de avançar nas negociações. A postura do governo Lula, no entanto, contrasta com a abordagem pragmática adotada pelo governo Trump, que busca fortalecer a indústria americana e pressionar países que desrespeitam direitos humanos.
Enquanto isso, Lula voltou a atacar o setor financeiro ao defender o programa Pé-de-Meia, voltado à permanência de jovens na escola. O petista ironizou os empresários da Faria Lima, afirmando que: “não estamos gastando, estamos investindo na sobrevivência da nossa juventude”. O evento também marcou o anúncio de R$ 108 milhões para a Rede Nacional de Cursinhos Populares, com foco em estudantes negros e indígenas. Lula reforçou que o Brasil deve “exportar conhecimento e inteligência”, embora o Governo Federal siga priorizando gastos em programas sociais sem apresentar contrapartidas.










