A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo divulgou nota em que expressa preocupação com a forma como o debate vem sendo conduzido sobre a proposta que trata do fim da escala de trabalho 6×1. Já a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos citou estudo da Confederação Nacional da Indústria que aponta impacto de R$ 178,8 bilhões nos custos de empregados formais no setor se essa proposta se concretizar.
O cálculo apresentado pela CNI leva em conta uma redução legal da jornada para 36 horas semanais, no modelo 4×3, sem redução proporcional dos salários. O impacto representaria um acréscimo de 25,1% em relação ao custo com pessoal. Caso haja contratações para manter o nível de produção, as empresas terão mais despesas com salários, encargos legais e benefícios, como plano de saúde, transporte e alimentação.
A Fiesp tem conversado com lideranças sindicais de trabalhadores e setores produtivos sobre a jornada de trabalho.
“O engessamento da jornada por via constitucional, sem considerar as especificidades de cada setor, compromete a autonomia de empresas e trabalhadores”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

