O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros representa um “tiro no pé” da economia norte-americana. A medida, que afeta setores exportadores do Brasil, foi criticada por Haddad durante evento realizado na segunda-feira (29), em São Paulo. Segundo ele, os impactos mais severos devem recair sobre os próprios americanos, ao encarecer produtos e comprometer cadeias produtivas.
Embora o Governo Lula (PT) tenha afirmado que os efeitos macroeconômicos serão limitados, o próprio Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica aponta que o tarifaço pode reduzir o PIB brasileiro em 0,2 ponto percentual entre agosto de 2025 e dezembro de 2026. A estimativa oficial também prevê a perda de cerca de 138 mil empregos no período. Haddad reconheceu que os setores mais dependentes do mercado norte-americano serão os mais atingidos, mas evitou detalhar medidas para mitigar os danos.
A fala do ministro ocorre em meio a um cenário de crescente tensão comercial entre os dois países, impulsionado por medidas de pressão adotadas pelo governo Trump para provocar uma mudança política no Brasil. A postura do Governo Federal, que tenta minimizar os impactos, contrasta com os dados técnicos divulgados pela própria equipe econômica.










