A CPMI do INSS rejeitou nesta quinta-feira (4) os requerimentos que pediam a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e do advogado-geral da União, Jorge Messias. Foram 19 votos contrários e 12 favoráveis à oitiva do filho de Lula, enquanto a convocação de Messias foi derrotada por 19 a 11. A decisão representa uma vitória para o Governo Federal, que conseguiu blindar figuras próximas ao petista em meio às investigações sobre fraudes nos descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas.
O pedido para ouvir Lulinha havia sido reforçado pela oposição após revelações de que um ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, afirmou em depoimento que o filho de Lula recebia uma “mesada” do empresário apontado como articulador do esquema. Já no caso de Messias, parlamentares argumentavam que, o indicado pelo líder da esquerda para uma vaga no Supremo Tribunal Federal deveria esclarecer a atuação da Advocacia-Geral da União diante das denúncias que envolvem beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social.
Ao todo, sete requerimentos para convocar Messias estavam na pauta, incluindo um apresentado por Evair de Melo (PP-ES), que citava documentos internos da AGU apontando nove entidades com aumento expressivo de reclamações judiciais por descontos não autorizados. Apesar da pressão da oposição, a maioria dos integrantes da CPMI decidiu manter o foco em outros agentes considerados diretamente ligados ao esquema, poupando tanto Lulinha quanto Messias de prestar esclarecimentos neste momento das investigações.

