Gleisi, Randolfe, Marina, Tebet e outros figurões da esquerda ficam fora do Senado

Redação 011
3 Min
Gleisi, Randolfe, Marina, Tebet e outros figurões da esquerda ficam fora do Senado
foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

As eleições deste domingo (4) deixaram fora do Senado uma série de figurões ligados ao governo Lula e à esquerda e alteraram a correlação de forças no Congresso que tomará posse em 2027. Gleisi Hoffmann (PT), Randolfe Rodrigues (PT), Manuela D’Ávila (PSOL), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), Soraya Thronicke (PSB) e Renan Calheiros (MDB) estão entre os nomes que não conseguiram conquistar uma das 54 cadeiras em disputa. Dos 32 senadores que tentaram a reeleição, apenas 14 obtiveram novo mandato, enquanto 40 das vagas submetidas às urnas terão novos titulares.

Algumas derrotas atingiram diretamente nomes com papel de destaque na sustentação política de Lula. Líder do governo no Congresso, Randolfe perdeu a reeleição no Amapá para Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD). Gleisi, ex-presidente do PT e ex-ministra das Relações Institucionais, terminou apenas em quarto lugar no Paraná, onde Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos. Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) ficaram com as duas cadeiras, deixando para trás as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva. No Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila terminou em terceiro, atrás dos eleitos Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo), enquanto Soraya Thronicke não conseguiu renovar o mandato em Mato Grosso do Sul.

A mudança também alcança a cúpula do atual Congresso. Davi Alcolumbre (União-AP) viu seu grupo perder o governo do Amapá e as duas vagas estaduais ao Senado, enquanto Hugo Motta (Republicanos-PB), reeleito deputado, não conseguiu levar o pai, Nabor Wanderley (Republicanos), ao Senado e teve queda de 21,4% em sua própria votação. Os dois já articulavam permanecer no comando das Casas em 2027, mas encontrarão um Congresso mais à direita e precisarão reconstruir suas maiorias. No Senado, onde 40 das 54 cadeiras em disputa trocaram de titular, nomes da direita já se movimentam pela presidência da Casa, o que retira de Alcolumbre a condição de candidato sem oposição e também torna a continuidade de Motta na Câmara dependente de uma nova negociação entre as bancadas.

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