O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), subiu o tom contra o lançamento do programa Desenrola 2.0 pelo governo Lula. Em vídeo preparado para as bases digitais, o parlamentar classifica a medida como “paliativa e eleitoreira”, argumentando que o endividamento recorde do brasileiro é consequência direta da “gastança” desenfreada do Governo Federal. Segundo Flávio, o descontrole fiscal impede a queda dos juros, encarece o crédito e asfixia as famílias.
A crítica do senador foca especialmente no uso de até 20% do saldo do FGTS para a quitação de dívidas, medida que ele define como um ataque à poupança do trabalhador para resolver um problema criado pela gestão petista. Enquanto o governo promete descontos de até 90% e juros de 1,99% para renegociar débitos de até R$ 15 mil, a oposição reforça que a solução real passa pelo corte de gastos públicos e pelo equilíbrio das contas, e não por “medidas cosméticas” financiadas pelo bolso do próprio cidadão.
Entretanto, o brasileiro está sufocado porque a dívida pública bateu 80% do PIB, o déficit em março foi recorde e o Banco Central não tem espaço para baixar os juros enquanto o governo não parar de gastar. Flávio Bolsonaro toca na ferida: o governo cria o caos econômico e depois se apresenta como o salvador, usando o dinheiro do próprio trabalhador (o FGTS) para pagar a conta. É um ciclo vicioso de populismo que não resolve a produtividade, apenas mascara a pobreza.









