O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), protocolou nesta terça-feira (19) uma representação com pedido de liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o instituto AtlasIntel. A ação questiona a integridade metodológica da pesquisa divulgada em parceria com a Bloomberg, que apontou uma oscilação negativa de seis pontos percentuais do parlamentar em um eventual segundo turno contra o presidente Lula (PT). No cenário divulgado, Lula aparece com 48,9% contra 41,8% do filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A coordenação jurídica da pré-campanha de Flávio alega que o levantamento cometeu um “precedente manipulativo grave”, abandonando a neutralidade técnica exigida pela legislação eleitoral. Segundo o documento enviado ao TSE, o questionário foi estruturado de forma tendenciosa, utilizando estímulos, sequências de perguntas induzidas e associações direcionadas envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. A defesa argumenta que o instrumento não se limitou a medir a opinião pública, mas atuou para desenhar e influenciar a rejeição do pré-candidato antes mesmo das perguntas cruciais sobre viabilidade eleitoral.
A maior polêmica gira em torno da reprodução de áudios de mensagens privadas entre Flávio e Vorcaro dentro do próprio sistema de entrevista — uma prática apontada por juristas e apoiadores como uma clara tentativa de influenciar o entrevistado. Embora o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, tenha se defendido nas redes sociais alegando que os áudios foram tocados “depois da conclusão do questionário”, a equipe de Flávio pede a suspensão imediata da divulgação dos dados e a apuração de possível crime eleitoral por fraude metodológica. No primeiro turno da mesma pesquisa, Flávio aparece com 34,3% das intenções de voto, seguido por Renan Santos (Missão) com 6,9% e Romeu Zema (Novo) com 5,2%.










