O ex-ministro da Previdência, Ahmed Mohamad Oliveira, disse que só soube de descontos irregulares em benefícios de aposentados em 2023, após a deflagração da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Ele prestou depoimento à CPMI do INSS. Oliveira foi ministro da Previdência entre março de 2022 e janeiro de 2023. Antes, havia ocupado a Diretoria de Benefícios (Dirben) e a presidência do INSS.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), questionou Oliveira sobre a atuação dele na Dirben. O setor tem como atribuição firmar os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com entidades associativas. Segundo o ex-ministro, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) nunca emitiram alerta sobre as fraudes.
“Na época em que fui diretor e presidente, não se falava disso. Nós tínhamos na época 60 recomendações da CGU sobre vários assuntos, mas nenhum falava do modelo de desconto associativo. Eram mais de 500 acórdãos do TCU, e nenhum tratava desse assunto”, afirmou.
Questionado pelo relator, Oliveira disse não conhecer Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, ou o empresário Maurício Camisotti. Eles são apontados como peças-chave no esquema investigado pela Comissão Mista entre Câmara e Senado.
Fonte: Agência Senado.

