Os Estados Unidos confirmaram nesta sexta-feira (17) que Israel não realizará novos bombardeios em território libanês, enquanto o Irã anunciou a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais. A medida atende a uma das principais exigências norte-americanas nas negociações de cessar-fogo e representa o primeiro gesto concreto de boa fé por parte do regime iraniano. O acordo prevê que a passagem marítima permanecerá liberada até quarta-feira (22), prazo final da trégua estabelecida entre Washington e Teerã.
O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que declarou aberta a rota marítima para todos os navios comerciais, seguindo diretrizes da Organização de Portos e Marítima da República Islâmica. Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou em sua rede Truth Social que Israel está proibido de realizar novos ataques contra o Líbano. “Israel não bombardeará mais o Líbano. Eles estão PROIBIDOS de fazê-lo pelos EUA. Chega!”, escreveu o norte-americano, destacando que a passagem marítima está “totalmente aberta” e “pronta para a circulação total”.
A decisão teve impacto imediato no mercado internacional de energia. O preço do petróleo caiu cerca de 10% após a confirmação da abertura do Estreito de Ormuz. Às 10h10, no horário de Brasília, o barril de Brent para entrega em junho recuava 10,42%, cotado a US$ 89,03, enquanto o West Texas Intermediate para maio caía 11,11%, a US$ 84,17. Representantes iranianos acrescentaram que os navios devem seguir rotas previamente determinadas e contar com a autorização da Marinha da Guarda Revolucionária para atravessar a região minada.









