Em entrevista no programa CB.Poder (Correio Braziliense/TV Brasília), o senador Izalci Lucas (PL-DF), líder da oposição no Congresso, declarou nesta quarta-feira (15) que “não tem nenhuma dúvida” da vitória de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições presidenciais de 2026. Segundo ele, a campanha do parlamentar já está consolidada e a definição do vice será feita apenas durante as convenções partidárias, quando as alianças estiverem formalizadas. Entre os nomes cogitados para compor a chapa estão Romeu Zema (Novo), pela relevância estratégica de Minas Gerais, e Tereza Cristina (PP-MS), considerada uma opção “muito qualificada”.
Além de projetar o cenário eleitoral, Izalci reforçou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo o relatório da CPI do Crime Organizado, elaborado por Alessandro Vieira (MDB-SE), que pede o indiciamento de ministros da Corte. O senador afirmou que o documento reúne provas consistentes e acusou o Judiciário de extrapolar suas competências sem reação adequada do Senado. Ele também mencionou suspeitas envolvendo patrocínios internacionais do Banco Master, apontando omissão das instituições diante de possíveis irregularidades.
Outro ponto destacado foi a necessidade de derrubar o veto de Lula ao projeto da dosimetria, que busca reduzir penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Izalci disse ter firmado acordo com Davi Alcolumbre (União-AP) para pautar a análise em 30 de abril, priorizando o tema em detrimento da CPMI do Banco Master. Para o senador, a medida é essencial para corrigir condenações desproporcionais, como casos de pessoas que receberam penas elevadas por contribuições financeiras de pequeno valor. Ele também questionou falhas na segurança pública durante os episódios, responsabilizando autoridades do Executivo pela falta de prevenção.

