Independentemente da corrente política ou da polarização em que a população brasileira se posicionou, há um fato inegável: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao lado de seu antecessor Itamar Franco, transformou a política econômica do Brasil.
Nesse contexto, é importante, independentemente da posição político-ideológica, reconhecer que FHC foi, sem dúvida, um grande estadista. E, agora, em um momento de fragilidade, sua vida e sua história devem ser respeitadas.
Diversos meios de comunicação divulgaram o que já se sabia há algum tempo: a saúde do ex-presidente estava debilitada. Em 2021, ele enfrentou um quadro severo de herpes-zóster. No ano seguinte, em 2022, sofreu uma queda que resultou na fratura do colo do fêmur, sendo necessário passar por cirurgia.
Suas aparições públicas tornaram-se cada vez mais raras, até que ele se recolheu completamente em seu apartamento no bairro de Higienópolis, em São Paulo.
FHC completará 95 anos e foi diagnosticado com a doença de Alzheimer. Acadêmico, político e sociólogo, está agora sob a curatela de seu filho, Paulo Henrique Cardoso, que ficará responsável por seu patrimônio. A autorização foi concedida em caráter liminar pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Fernando Henrique foi casado com a antropóloga Ruth Cardoso, com quem teve três filhos, até o falecimento dela em 2008. Em 2014, casou-se novamente com Patrícia Kundrát, que trabalhava em seu instituto, o IFHC.
FHC é presidente de honra do partido que ajudou a fundar, o PSDB.

