O episódio que ficou conhecido nacionalmente como o ‘dinheiro na cueca’ teve desfecho no Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (2). O ministro Flávio Dino determinou o arquivamento da investigação contra o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), que havia sido flagrado pela Polícia Federal em 2020 com valores escondidos durante cumprimento de mandado judicial. A decisão ocorre em meio ao contexto político em que o PSB integra a base de apoio do governo Lula, o que reforça a percepção de blindagem a aliados próximos ao petista.
A apuração teve origem na Operação Desvid-19, deflagrada para investigar suspeitas de desvios de recursos federais destinados ao combate à pandemia de covid-19. Segundo a Procuradoria-Geral da República, não foram reunidos indícios suficientes para comprovar tentativa criminosa de ocultação de valores por parte do parlamentar. Com isso, o pedido de arquivamento foi aceito pelo STF, e Dino determinou que os autos fossem remetidos à primeira instância, cabendo à Justiça Federal e ao Ministério Público Federal em Roraima avaliar se ainda há elementos que justifiquem novas diligências.
O caso ganhou repercussão nacional após agentes da Polícia Federal encontrarem dinheiro em diferentes locais da residência do senador, inclusive junto ao corpo dele. À época, Chico Rodrigues se afastou do mandato, quando exercia a função de vice-líder do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), retornando ao cargo em fevereiro de 2021. Agora, com o encerramento do inquérito no Supremo, o processo passa a tramitar apenas na esfera estadual, sob responsabilidade das autoridades locais, que poderão decidir se mantêm ou não novas investigações sobre o episódio.







