Com aumento de reservas, risco-país da Argentina registra mínima de oito anos

Redação 011
2 Min
Com aumento de reservas, risco-país da Argentina registra mínima de oito anos
foto: Gobierno Argentina/ CMA

O mercado financeiro argentino observou nesta terça-feira (27) um marco relevante: o risco-país caiu para 499 pontos-base, o menor nível em quase oito anos. A redução coloca a nação em uma faixa considerada favorável para avaliar a volta aos mercados internacionais de crédito, movimento que poderia ampliar o acesso a recursos externos. Analistas destacam que a firme condução política do presidente libertário Javier Milei tem sido decisiva para sustentar a confiança dos investidores, em contraste com a instabilidade observada em outros países da região.

A melhora nos indicadores foi impulsionada por três fatores principais: a compra diária de dólares pelo Banco Central da República Argentina (BCRA), a valorização dos títulos soberanos e a expectativa de continuidade das reformas econômicas. O patamar atual rompeu a barreira de 550 pontos, que vinha sendo uma resistência nos últimos meses, e aproxima o país dos níveis registrados pelo Equador, que recentemente conseguiu captar recursos no mercado internacional. Segundo o economista Juan Manuel Franco, do Grupo SBS, “não parece absurdo pensar que a Argentina possa fazer isso”, ainda que os operadores acompanhem com cautela os próximos movimentos.

O fortalecimento das reservas internacionais também contribui para o cenário positivo. Em janeiro, o BCRA acumulou US$ 1,019 bilhão em compras, elevando o total para US$ 45,740 bilhões. Esse avanço é sustentado pela emissão de debêntures corporativas, pelas altas taxas em pesos e pela menor demanda privada por dólares. Para especialistas, manter o risco-país próximo de 500 pontos é fundamental para que uma eventual emissão internacional ocorra com taxas mais baixas, ampliando as condições de crédito e consolidando a estratégia de recuperação econômica do governo Milei.

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