O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), determinou nesta quarta-feira (29) o reforço do policiamento em todo o estado, após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha que resultou em mais de 120 mortes. A ação, considerada uma das maiores da história fluminense, teve como objetivo desarticular facções criminosas e garantir o direito de ir e vir da população. A medida inclui atenção especial às vias expressas, zonas Norte e Sudoeste, acessos à Região Metropolitana e modais de transporte público.
Em entrevista, Castro esclareceu que não houve pedido formal de apoio ao Governo Federal para a operação, pois já havia a expectativa de negativa, como ocorreu em ocasiões anteriores. Segundo o governador, o estado solicitou blindados em três operações anteriores, mas a resposta foi condicionada à autorização de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), rejeitada por Lula. Castro afirmou que sua fala sobre o Rio estar “sozinho” foi mal interpretada e que não houve intenção de politizar a segurança pública.
Ainda na terça-feira (28), o Governo Federal autorizou a transferência de dez chefes de facções para presídios federais. Como parte das ações estratégicas, o efetivo da Polícia Militar foi ampliado em mais de 40% com a realocação de agentes administrativos para o patrulhamento nas ruas. O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, destacou que todos os recursos estão sendo empregados para garantir a ordem e a segurança da população fluminense.







