Bittar ganha força em Washington após Corina Machado ser desprezada por Trump

Redação 011
2 Min
Bittar ganha força em Washington após Corina Machado ser desprezada por Trump
foto: Official White House Photo by Daniel Torok

A equipe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a considerar Eduardo Bittar como alternativa para liderar a oposição venezuelana, após o enfraquecimento político de Maria Corina Machado. A decisão ocorre em meio ao processo de transição iniciado depois da captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em operação militar realizada em Caracas. O movimento sinaliza uma mudança estratégica de Washington, que busca afastar figuras ligadas ao socialismo e fortalecer nomes alinhados ao projeto de ruptura com o regime chavista.

Machado esteve em Washington na quinta-feira (14), onde participou de reunião privada e almoço na Casa Branca. Apesar de afirmar que “contamos com o presidente Donald Trump para a liberdade da Venezuela”, a líder foi descartada pelo governo norte-americano para integrar a transição. Segundo fontes próximas do presidente Norte-Americano, Machado é vinculada à Internacional Socialista, defendeu o desarmamento da população venezuelana e apoiou a libertação de Alex Saab, apontado como operador financeiro do regime. Esses fatores pesaram para que fosse considerada uma continuidade da estrutura socialista, e não uma alternativa real de mudança.

Nesse cenário, Eduardo Bittar surge como nome de confiança para os assessores de Trump. Em entrevista exclusiva para 011 News, Bittar afirmou: O presidente Donald Trump reconhece que Machado é membro da Internacional Socialista; que foi uma defensora pública do desarmamento do povo venezuelano; que apoiou a libertação de Alex Saab, o principal lavador de dinheiro do regime — qualificando sua libertação como ‘um episódio dentro de esse caminho de construção’ rumo a ‘eleições livres’. Machado, assim como Hugo Chávez em seu momento, não representa uma ruptura com o sistema socialista da Venezuela, mas sim a continuação da estrutura de poder existente. Por isso, Trump a vê como alguém sem respeito e sem apoio.” A avaliação é reforçada por Roger Stone, conselheiro histórico de Trump e conhecido por sua atuação anticomunista, que analisou Machado como representante do socialismo venezuelano.

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