O governo do México decidiu cancelar o envio de petróleo para Cuba, medida confirmada pela presidente esquerdista Claudia Sheinbaum na terça-feira (27). A decisão ocorre em meio à crise energética que atinge a ilha caribenha, marcada por apagões e escassez de combustível. Sem o fornecimento da Venezuela, bloqueado pelos Estados Unidos no mês passado, Cuba dependia do México como principal fonte de abastecimento. Agora, o regime de Havana enfrenta risco de colapso diante da perda de dois aliados estratégicos.
A suspensão foi anunciada após a estatal Pemex recuar de planos de enviar uma remessa considerada essencial ainda em janeiro. Questionada sobre o tema, Sheinbaum declarou que se trata de uma “decisão soberana” e negou que tenha sido tomada por pressão externa. O governo mexicano vinha avaliando internamente se manteria as exportações, diante da possibilidade de retaliações de Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia afirmado em viagem a Iowa, na terça-feira (27), que “Cuba vai cair muito em breve”, reforçando a estratégia de sufocar economicamente o regime cubano.
O episódio ocorre semanas após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro em operação militar norte-americana. Desde então, Trump e seu secretário de Estado, Marco Rubio, intensificaram a ofensiva contra Cuba, com o objetivo de reafirmar a hegemonia dos EUA no Hemisfério Ocidental. Em publicação feita em 11 de janeiro, Trump declarou que não haveria “mais petróleo nem dinheiro indo para Cuba”. A decisão mexicana, embora apresentada como autônoma, sinaliza que Havana perdeu a benesse que recebia da Venezuela e agora se vê isolada, sem garantias de novos fornecedores.











