O ato marcado para o feriado da Independência, na avenida Paulista, terá como eixo central o escândalo envolvendo Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro. As mensagens reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo, nas quais Vorcaro questiona o ministro do STF sobre investigações da Polícia Federal e até cogita deixar o país antes de ser preso, passaram a ser utilizadas como combustível para a mobilização da direita. A convocação para o protesto, que traz como slogans “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”, ganhou força com a repercussão das denúncias e se tornou o principal tema entre os grupos organizadores.
A concentração está prevista para as 15h, com a participação de lideranças políticas e religiosas. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, tem sido o principal articulador da manifestação, reforçando o chamado em vídeos e redes sociais. O Partido Liberal também divulgou a frase “Vamos juntos resgatar o Brasil” como mote da mobilização. A crise entre Moraes e André Mendonça, somada às revelações sobre Vorcaro, ampliou a pauta dos organizadores, que incluem pedidos de impeachment e afastamento do ministro, além de críticas ao governo liderado por Lula.
Entre os nomes confirmados para o ato estão Michelle Bolsonaro (PL-DF), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Bia Kicis (PL-DF), Nikolas Ferreira (PL-MG), Silas Malafaia e Ricardo Nunes (MDB-SP), além de diversos parlamentares do PL e de partidos aliados. A manifestação repete o histórico de mobilizações da direita na Paulista, que em anos anteriores já reuniu milhares de pessoas com bandeiras semelhantes. Em 2024, o ato de 7 de Setembro contou com cerca de 58 mil participantes, e a expectativa é de que o escândalo envolvendo Moraes e Vorcaro aumente a adesão neste ano.

