Um ataque aéreo realizado pelo Exército colombiano no departamento de Guaviare resultou na morte de dez integrantes de uma dissidência das Farc, incluindo três menores de idade. O presidente de direita De la Espriella, que assumiu o cargo em 7 de agosto, confirmou que a operação foi planejada para atingir grupos narcoterroristas que se recusaram a aderir ao acordo de paz firmado em 2016. Essa ação marca o segundo bombardeio autorizado pelo novo governo, reforçando sua promessa de combater sem trégua rebeldes e narcotraficantes.
Segundo o Instituto Médico Legal, nove corpos já foram identificados, entre eles adolescentes de 15 e 16 anos. De la Espriella afirmou que os grupos armados utilizam menores como combatentes ou escudos humanos, prática que viola o Direito Humanitário. O líder colombiano destacou que o objetivo das operações é enfraquecer as dissidências que continuam atuando na Amazônia e que mantêm vínculos com o tráfico de drogas. O Ministério da Defesa informou que este foi o ataque mais letal desde o início da atual gestão.
Além do episódio em Guaviare, o presidente anunciou na segunda-feira (31) um terceiro bombardeio contra outra facção das Farc, comandada por Iván Mordisco, considerado o guerrilheiro mais procurado do país. O balanço preliminar aponta oito mortos, sem confirmação sobre a presença de menores entre as vítimas. Organizações de defesa dos direitos humanos alertam para o impacto dessas operações em comunidades pobres, sem condenar a atuação dos grupos terroristas contra os inocentes.

