Há algo de profundamente revelador na forma como os institutos de pesquisa brasileiros vêm tratando candidaturas ligadas ao bolsonarismo. Em 2018, Jair Bolsonaro foi sistematicamente subestimado nas sondagens, aparecendo com percentuais bem abaixo do que as urnas confirmaram. Hoje, Flávio Bolsonaro enfrenta um cenário que parece repetir o mesmo roteiro: pesquisas que insistem em colocá-lo em posição desfavorável, enquanto a percepção popular sugere outra realidade.
O episódio de 2018 não foi um acidente isolado. Datafolha, Ibope e outros grandes institutos erraram de maneira consistente, sempre para baixo, quando se tratava de Bolsonaro. A diferença entre os números divulgados e os votos reais ultrapassou a margem de erro, levantando suspeitas legítimas sobre a neutralidade desses levantamentos. Não se trata apenas de falhas estatísticas, mas de um padrão que, para muitos, configura uma verdadeira “guerra de pesquisas”.
Essa guerra tem objetivos claros: criar o chamado “efeito manada”. Ao mostrar Bolsonaro ou seus aliados como candidatos inviáveis, os institutos tentam induzir o eleitor indeciso a migrar para nomes supostamente mais fortes. É uma forma de engenharia social disfarçada de ciência estatística. O eleitor comum, que vê ruas lotadas em manifestações e carreatas, percebe a desconexão entre o “data-povo” e o “data-instituto”.
Enquanto isso, Lula e seu governo se beneficiam dessa narrativa fabricada. Com apoio da grande mídia, artistas e influenciadores, vende-se a ideia de que o país está satisfeito com sua gestão. Mas basta conversar com o motorista de aplicativo, o garçom ou o fazendeiro para perceber que a paciência com Lula se esgotou. O Brasil não aguenta mais discursos fora de lugar, alinhamentos constrangedores com ditaduras e uma política externa que nos coloca como motivo de chacota internacional.
É curioso notar como esse mecanismo de manipulação, apontado por muitos brasileiros, não é exclusivo do Brasil. Nos Estados Unidos, Donald Trump também enfrentou pesquisas que sistematicamente o subestimavam, apenas para ver sua força real se confirmar nas urnas. A semelhança entre os dois casos não é coincidência: trata-se de uma estratégia global do establishment político e midiático contra lideranças de direita que desafiam o sistema.
Flávio Bolsonaro, assim como seu pai em 2018, enfrenta não apenas adversários políticos, mas um aparato institucional que busca moldar a percepção pública. A guerra de pesquisas é parte dessa batalha. Cabe ao eleitor perceber que os números divulgados não são verdades absolutas, mas instrumentos de influência. A verdadeira pesquisa continua sendo o povo nas ruas, nas feiras, nos mercados — o “data-povo” que insiste em contradizer os institutos.
Se há uma lição a tirar de 2018, é que a força popular não pode ser apagada por gráficos e margens de erro. A democracia só se fortalece quando o eleitor confia em sua própria percepção e não se deixa manipular por estatísticas enviesadas. A guerra de pesquisas contra um Bolsonaro continua, mas a história já mostrou que, nas urnas, a verdade costuma prevalecer.
