Resultado representa alta real de 6,63% impulsionada por PIS/Cofins, receitas previdenciárias e elevação de alíquotas tributárias; apenas em junho, o fisco recolheu R$ 264,4 bilhões.
A arrecadação de tributos do Governo Federal alcançou o maior patamar da história para o período ao somar R$ 1,6 trilhão no primeiro semestre de 2026. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pela Receita Federal, o resultado representa um crescimento real de 6,63% — descontada a inflação — em relação aos primeiros seis meses do ano anterior, que sustentava o recorde até então. No recorte mensal, junho também cravou a maior marca histórica para o mês, com total de R$ 264,4 bilhões recolhidos e alta real de 7,72%.
Segundo a avaliação do fisco, o desempenho extraordinário reflete a expansão da arrecadação previdenciária e a performance expressiva do PIS/Cofins, do IRPJ/CSLL e do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital. Destaca-se ainda o salto de 30,4% na arrecadação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no acumulado do ano, impulsionado pelas revisões e alterações legislativas implementadas pelo Governo Federal para elevar a tributação sobre o setor financeiro.
A trajetória de sucessivos recordes arrecadatórios coincide com o pacote de medidas fiscais aprovado pelo Congresso, que aumentou a alíquota de impostos incidentes sobre bets, fintechs e operações de crédito. Embora garanta maior caixa imediato para a União, a receita recorde reacende o debate sobre o peso da carga tributária sobre o setor produtivo e a necessidade de corte estrutural de gastos públicos para o equilíbrio das contas.

