Lula afirmou nesta quarta-feira (3) que decidiu participar da reunião do G7, marcada para os dias 15 e 16 de junho em Evian, na França. O petista havia cogitado não comparecer, mas declarou que pretende “colocar ordem na casa” diante do cenário internacional desfavorável. A mudança ocorre em meio ao desgaste de sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recentemente destacou Flávio Bolsonaro em encontro na Casa Branca, elogiando o senador como “uma pessoa inteligente”.
O convite oficial partiu do presidente francês Emmanuel Macron, e o encontro reunirá Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. A decisão de Lula acontece logo após o governo norte-americano recomendar uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, medida de pressão que reflete insatisfação com práticas comerciais e ambientais do Brasil. O documento preliminar do Escritório do Representante de Comércio dos EUA fixou prazo até 15 de julho para que o país adote ajustes antes da aplicação definitiva das tarifas.
Durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, Lula acusou adversários de “tentarem trair o Brasil” por interesses eleitorais. O líder da esquerda disse que não aceitaria “alguém capaz de vender o país por interesses mesquinhos”. A expectativa é de que o encontro em Evian seja marcado por conversas diretas entre Lula e Donald Trump, após o republicano ter afirmado que, em reunião anterior, houve “química excelente” com o petista, ainda que por apenas “39 segundos”.












