O Largo São Francisco, berço do Direito e reduto acadêmico de ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, torna-se nesta segunda-feira (02) o epicentro de uma revolta institucional sem precedentes. Empresários de peso, como Fabio Barbosa (Natura), Horácio Lafer Piva (Klabin) e Pedro Parente (Syngenta), confirmaram presença e discursos no ato intitulado “Ninguém Acima da Lei”.
O objetivo é claro e direto: exigir a implementação imediata de um Código de Ética no STF. A manifestação ocorre no auge do “Caso Master”, que expôs as relações perigosas entre ministros e o banqueiro Daniel Vorcaro — incluindo o contrato de R$ 129 milhões do escritório da esposa de Moraes e os resorts e jatinhos ligados a Toffoli.
O evento é visto como uma resposta histórica à “Carta aos Brasileiros” de 2022. Naquela época, a elite acadêmica e empresarial se uniu para “proteger o Estado de Direito”. Hoje, quatro anos depois, o mesmo grupo percebe que o remédio tornou-se o veneno. Ao verem Moraes e Toffoli se posicionarem contra parâmetros éticos básicos, o setor produtivo decidiu que é hora de dar um basta.
Ao lado de entidades como Transparência Brasil e Humanitas360, os empresários leem um manifesto pedindo o “saneamento institucional” do Judiciário. A mensagem é ensurdecedora: não existe democracia real quando os juízes da suprema corte recusam-se a seguir regras que valem para qualquer cidadão comum.

