Em uma nova investigação, os Estados Unidos incluíram o Brasil na lista de 60 países que falharam em fiscalizar produtos produzidos com o uso de trabalho forçado. Diante disso, a Casa Branca propõe aplicar tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países. Vale reforçar que, 24 horas antes, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR) propôs um novo tarifaço de 25% sobre os nossos produtos ao apurar práticas comerciais consideradas injustas.
No entanto, ainda não está definido se as duas novas taxas serão somadas ou não. Segundo o relatório, os países desta lista criam uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores norte-americanos. O governo dos EUA diz que, embora o Brasil assuma compromissos contra o trabalho escravo, o país ainda carece de uma proibição legal efetiva que impeça, na prática, a entrada de mercadorias produzidas nessas condições.
Outras economias, como Canadá, União Europeia, Equador, México, Paquistão e Indonésia, estão em uma categoria diferente, uma vez que, segundo o USTR, já possuem algum tipo de mecanismo legal contra a importação de produtos produzidos com trabalho forçado, mas não fazem uma fiscalização eficaz. A decisão sobre a aplicação ou não das tarifas cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump. As audiências estão marcadas para 7 de julho.










