O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conquistou uma vitória política na quinta-feira (14), ao ver republicanos da Câmara dos Representantes bloquearem a votação de uma resolução que buscava limitar seus poderes de guerra contra o Irã. A proposta, apresentada por democratas, pretendia obrigar Trump a encerrar a campanha militar iniciada há mais de dois meses sem autorização formal do Congresso. A decisão de retirar o projeto da pauta adiou qualquer deliberação para junho, reforçando a posição do presidente norte-americano diante das tentativas da oposição de restringir sua atuação.
O impasse refletiu a dificuldade dos republicanos em manter unidade no apoio à estratégia de Trump, já que parte da base conservadora demonstrou disposição em desafiar o presidente nesse tema. No Senado, quatro parlamentares republicanos chegaram a apoiar uma resolução semelhante, enquanto outros três estiveram ausentes, o que evidenciou fissuras internas. Ainda assim, líderes republicanos afirmaram que o adiamento da votação buscou garantir a participação de todos os legisladores, evitando que a oposição utilizasse a ausência de votos como vantagem política.
A pressão sobre o Congresso cresce em meio ao impacto da guerra no estreito de Ormuz, que tem afetado o transporte marítimo e elevado os preços da gasolina nos Estados Unidos. Democratas como Gregory Meeks e Adam Smith insistem que o prazo legal de 60 dias previsto pela Resolução sobre Poderes de Guerra de 1973 já expirou, exigindo autorização formal para continuidade do conflito. Apesar disso, a retirada da votação mostrou que Trump mantém respaldo significativo entre republicanos, mesmo diante de críticas de que o prolongamento da guerra expõe militares norte-americanos a riscos desnecessários.










