Em dezembro de 2024, Lula aconselhou o empresário Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual, de André Esteves, por um valor simbólico de R$ 1. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença de ministros e de Gabriel Galípolo, que assumiria o Banco Central semanas depois. A recomendação do líder da esquerda foi para que Vorcaro mantivesse o controle da instituição, mesmo diante das dificuldades financeiras já conhecidas no mercado.
O conselho de Lula foi dado em meio às críticas ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e ao próprio André Esteves, que vinha se posicionando contra a política econômica do governo. Vorcaro buscava alternativas para o Master, que enfrentava problemas com carteiras de crédito e oferecia CDBs com rendimentos acima da média. A reunião foi interpretada como um incentivo político para que o banqueiro resistisse à proposta do BTG e buscasse outras saídas.
Apesar da orientação recebida, Vorcaro voltou a discutir a possibilidade de venda ao BTG em abril de 2025, conforme mensagens apreendidas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. O empresário chegou a negociar com o BRB, banco estatal do Distrito Federal, mas a transação foi vetada pelo Banco Central em setembro do mesmo ano. Pouco depois, em novembro, o Master foi liquidado pela autoridade monetária, encerrando de forma definitiva as tentativas de manter o banco ativo.









