A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresenta nesta segunda-feira (18), às 17h, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a lista oficial dos 26 atletas que disputarão a Copa do Mundo de 2026. Sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti, a Seleção Brasileira chega ao Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá cercada por uma forte crise de identidade e ostentando uma marca melancólica: este é o pior ciclo pré-Copa de toda a história do futebol nacional.
Desde a eliminação no Catar em 2022, foram 34 partidas disputadas, com 14 vitórias, 10 empates e 10 derrotas — um aproveitamento medíocre de 50,9% dos pontos possíveis. Mesmo diante de resultados tão pífios, a cúpula da CBF optou por blindar a comissão técnica estrangeira, anunciando na última semana a renovação do contrato de Ancelotti por mais quatro anos, estendendo o vínculo até a Copa de 2030.
A grande polêmica da convocação gira em torno de Neymar. O atacante do Santos, que chegará ao torneio aos 34 anos e acumulando uma sequência de lesões graves nas últimas temporadas, foi incluído na pré-lista enviada à Fifa. A escolha bate de frente com o sentimento da maioria dos brasileiros: uma pesquisa nacional realizada pela AtlasIntel revelou que 50,3% dos torcedores são contrários à presença do jogador no Mundial, refletindo o severo desgaste de sua imagem pública na última década. Em contrapartida, a grande promessa Estevão, do Chelsea, foi cortada devido a uma grave lesão muscular de grau 4 na coxa direita. O Brasil estreia no torneio integrando o Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia.







