A Petrobras deve confirmar que o preço da gasolina para as distribuidoras será reajustado em breve, com alta superior a 15%. A medida busca compensar perdas acumuladas de aproximadamente R$ 5 bilhões, resultado da defasagem entre os valores praticados no Brasil e a cotação internacional do petróleo, que permanece em torno de US$ 100 o barril. A presidente da estatal, Magda Chambriard, destacou que o ajuste é inevitável diante da pressão externa e da necessidade de equilibrar o caixa da companhia.
O descompasso nos preços se intensificou após o fechamento do Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. Desde o início do conflito no Irã, a estatal vinha aguardando a tramitação de um projeto de lei que zeraria a cobrança de PIS e Cofins sobre a gasolina, medida que poderia aliviar parte das perdas.
Dados internos apontam que o litro da gasolina deveria subir ao menos R$ 1,70 para corrigir a defasagem. Há estimativas de que o reajuste integral poderia chegar a 20%, mas a estatal avalia reduzir a intensidade da alta, absorvendo parte do prejuízo em seus resultados. Também foi discutida a possibilidade de subvenção com recursos do Orçamento, mas sem perspectiva concreta.









