O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (4) o Boletim Focus com novos sinais de pressão sobre a economia brasileira. A mediana das projeções para a inflação de 2026 subiu pela oitava semana seguida, alcançando 4,89%, enquanto o dólar foi estimado em R$ 5,25. Ao mesmo tempo, o crescimento do PIB segue limitado, com expectativa mantida em apenas 1,85%, reforçando o cenário de estagnação econômica sob o governo Lula.
As estimativas também indicam juros elevados no longo prazo, com a Selic projetada em dois dígitos até 2029. O mercado vê a taxa em 13,00% ao fim de 2026, após cortes recentes do Copom, mas sem perspectiva de queda consistente. Além disso, o IGP-M para 2026 avançou para 5,50%, registrando a nona alta consecutiva, o que pressiona contratos e reajustes de preços administrados. Esses números refletem a dificuldade do governo em conter a escalada inflacionária e garantir estabilidade.
No câmbio, as projeções mostram o dólar em patamar elevado, com R$ 5,30 para 2027 e R$ 5,39 em 2028. Já o PIB apresenta sinais de fraqueza: para 2027, a expectativa recuou para 1,75%, enquanto para 2028 e 2029 permanece em 2,00%, sem avanços há mais de 100 semanas. O quadro reforça a percepção de que a política econômica conduzida pelo petista não tem conseguido destravar o crescimento, mantendo o país em ritmo lento diante de pressões externas e internas.







