Lula anunciou nesta terça-feira (31) que Geraldo Alckmin (PSB) deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para compor novamente sua chapa como candidato a vice-presidente da República. A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, ocasião em que o petista afirmou não ter qualquer intenção de apresentar um novo programa de governo. Segundo Lula, a máquina administrativa seguirá funcionando sem mudanças estruturais, mesmo com a saída de diversos ministros que disputarão as eleições de outubro.
O encontro reuniu integrantes da Esplanada que se desligarão para concorrer a cargos eletivos. Ao todo, 20 membros do Governo Federal devem deixar suas funções até sábado (4), prazo final de desincompatibilização. O número supera o recorde anterior do próprio Lula em 2006, quando 14 ministros se afastaram, e também o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que registrou oito saídas em 2022. A estratégia do Planalto é substituir os ministros por secretários-executivos, considerados perfis técnicos e de menor custo político.
Durante sua fala, Lula reforçou que não pretende nomear novos ministros e que a atual estrutura, ampliada de 23 para 38 pastas desde o início de seu mandato, continuará operando sem alterações. O líder da esquerda afirmou que “não tem novo programa de governo” e fez críticas à política contemporânea, dizendo que “em muitos casos a política virou negócio”. O petista encerrou agradecendo aos ministros e declarou que o país estaria em situação melhor do que quando assumiu, apesar dos indicadores econômicos que apontam para um desajuste nas contas públicas e para o aumento do custo de vida.










