O impacto da guerra dos EUA e Israel contra o Irã deixou de ser apenas uma manchete internacional para se tornar um prejuízo real no bolso do caminhoneiro e do empresário brasileiro. Segundo o Índice de Preços Ticket Log, o preço médio do diesel S-10 subiu 7,72% na primeira semana de março, atingindo a marca de R$ 6,70 por litro.
A alta é um reflexo direto da nossa vulnerabilidade energética:
Dependência de importação: O Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome. Com o petróleo batendo os US$ 100 e as rotas marítimas sob ameaça, o custo desse combustível importado explodiu.
Refinarias privadas: Ao contrário da Petrobras, que sofre pressão política para não reajustar, as refinarias privadas e importadoras repassam o custo internacional imediatamente.
Efeito dominó: Como o diesel é a base do frete, o aumento de 7,7% agora é apenas o prelúdio de uma nova onda de alta nos alimentos e produtos de consumo nos supermercados.
O silêncio da Petrobras e o alerta de Alckmin
Enquanto a Petrobras mantém seus preços “congelados” para evitar o desgaste do governo Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin já admitiu que será “difícil” segurar os valores por muito tempo se a tensão no Estreito de Ormuz persistir. No campo, o setor do agronegócio já acendeu o sinal vermelho, pedindo medidas urgentes para evitar que o custo da safra inviabilize a produção.

