O relatório anual de direitos humanos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, divulgado nesta terça-feira (12), aponta que a situação no Brasil piorou, com críticas diretas a Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O documento, produzido sob a gestão de Donald Trump, afirma que o governo brasileiro restringiu a liberdade de expressão, bloqueando conteúdos online e atingindo desproporcionalmente apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de jornalistas e políticos eleitos. Segundo o texto, decisões judiciais limitaram o debate democrático e, em alguns casos, ocorreram sem o devido processo legal.
O relatório também destaca episódios considerados antissemitas por Washington, citando declarações de Lula em fevereiro de 2024, quando comparou a ofensiva de Israel em Gaza ao Holocausto. A Confederação Israelita do Brasil repudiou as falas, classificando-as como “infundadas” e acusando o governo de postura “extrema e desequilibrada” no conflito do Oriente Médio. Em relação a Alexandre de Moraes, o documento aponta que o ministro ordenou pessoalmente a suspensão de mais de 100 perfis na plataforma X, medida vista como censura política e que, segundo os EUA, afetou de forma desproporcional apoiadores de Bolsonaro.
O texto ainda menciona denúncias sobre a detenção prolongada de manifestantes do 8 de janeiro de 2023 sem apresentação formal de acusações, além de restrições temporárias ao uso de VPNs no Brasil, o que, segundo o governo Trump, prejudicou a liberdade de imprensa. O relatório, que avalia a situação de 196 países membros da ONU, é usado como referência em tribunais americanos e internacionais. A Casa Branca também relaciona as críticas ao Brasil à decisão de aplicar tarifas adicionais a produtos brasileiros, citando perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro como parte da justificativa.










